S. João de Tarouca | Igreja e Mosteiro | Tarouca

S. JOÃO DE TAROUCA é uma freguesia situada no extremo sudeste do concelho de concelho de Tarouca, no distrito de Viseu, a cerca de 7 km da sede de concelho, e a 15 km de Lamego.

O Mosteiro de S. JOÃO DE TAROUCA, a grande referência histórica e cultural das gentes da vila e do concelho, é um mosteiro masculino cisterciense de meados do séc. XII, que se ergue no vale do rio Varosa, na encosta da serra de Leomil.
Classificado como Monumento Nacional, tem a sua fundação intimamente ligada à fundação da nacionalidade e à figura de D. Afonso Henriques, que lhe concedeu carta de couto em recompensa do apoio dos monges de Cister às pretensões independentistas do monarca junto do Papa.

Ponte_romana_Tarouca
S. JOÃO DE TAROUCA. Ponte românica

O rio Varosa, principal curso de água de Tarouca, é atravessado por várias pontes medievais em locais de grande beleza paisagística, como a ponte de S. JOÃO DE TAROUCA, um belo exemplar da arquitetura românica da freguesia e do concelho.

Tarouca_mosteiro
S. JOÃO DE TAROUCA. Torre sineira, Igreja do Mosteiro

S. JOÃO DE TAROUCA: Localização

Informações Úteis:

Como Chegar: O concelho de Tarouca é atravessado pela EN 226 com ligação à A24, no nó de Calvilhe (Lamego), a cerca de 8 kms. A ligação à vila faz-se pela EN329.
Distâncias: Cerca de 15 km de Lamego; 25 km da Régua; 65 Km de Viseu; 125 km (1h30) do Porto; 135 km (2h00) de Bragança; 350 km (4h00) de Lisboa.
Festas e Romarias: S. Bernardo, a 20 de Agosto; S. Brás (a 03Fev).
♦  Feriado Municipal: 29 de Setembro, em honra de S. Miguel.

OUTRAS SUGESTÕES:
>> TAROUCA | Que Ver e Fazer
>> LAMEGO | Que Ver e Fazer
>> VISEU | Que Ver e Fazer
>> AVÔ | A Vau pelo Alva | Oliveira do Hospital
>> VILA COVA DE ALVA | Aldeia do Xisto | Arganil
>> PIÓDÃO | Aldeia Presépio/Ovo Embrionário
>> VIMIEIRO: Penacova | Praia Fluvial do Vimieiro
>> PROENÇA-A-NOVA | Que Ver e Fazer
>> VILA VELHA RÓDÃO | Que Ver e Fazer

S. JOÃO DE TAROUCA: Que Ver

O complexo monástico de S. JOÃO DE TAROUCA, compreende a igreja, a torre sineira quadrangular, as ruínas do monumental dormitório dos monges e a zona arqueológica de implantação do mosteiro e capelas.

1. CASA DA TULHA

Tarouca_Casa_Tulha
S. JOÃO DE TAROUCA. Casa da Tulha

Em frente à igreja e à zona arqueológica fica a Casa da Tulha, antigo celeiro do complexo monástico, onde está instalado o Centro Interpretativo do Mosteiro de S. JOÃO DE TAROUCA.

2. MOSTEIRO DE S. JOÃO DE TAROUCA

Convento_igreja_Tarouca
Torre_sineira_Tarouca
Tarouca_convento
Refeitorio_S_Joao_Tarouca
S. JOÃO DE TAROUCA. Dormitório do Mosteiro

Nos séc.s XVII e XVIII o complexo do Mosteiro de SÃO JOÃO DE TAROUCA foi alvo de importantes obras de ampliação e requalificação, sobressaindo de entre os novos edifícios, o dormitório monumental, de dois pisos, único no país.

O núcleo arqueológico conserva pouco mais que as ruínas do magnífico refeitório.

3. IGREJA DE S. JOÃO DE TAROUCA

S_Joao_Tarouca_igreja

A Igreja do séc. XII, em granito, incorpora características dos estilos românico, maneirista e barroco.
Possui planta cruciforme de três naves, sendo a central mais elevada e coberta por abóbada de berço dividida em cinco tramos, com transepto saliente.
A fachada principal evidencia três corpos divididos por pilastras decoradas. À esquerda um portal românico, tapado. Sobre a porta principal: um friso sob a cornija exibe as armas da Ordem de Cister; um nicho de S. João Batista; o brasão de Portugal com dois anjos que sustentam a coroa real; duas janelas barrocas; uma rosácea; e uma cruz, no topo.

Apesar da beleza e harmonia do conjunto, a sua arquitetura é simples e, por vezes, austera, o que contrasta flagrantemente com o interior onde a decoração é riquíssima e exemplarmente recuperada.

4.1 CADEIRAL e ÓRGÃO

Cadeiral_S_Joao_Tarouca
Orgao_S_Joao_Tarouca

Desde logo, pela sua imponência, impõe-se na nave central, o cadeiral de pau-santo, datado de 1730, com 60 assentos dispostos em duas filas de um e outro lados, ornamentado com talha dourada e painéis contendo retratos a óleo sobre tela de abades e papas; e, sobre a fila de assentos e os painéis, do lado direito, um magnífico órgão de tubos, datado de 1766.

4.2 CAPELA e ALTAR-MOR

S_Joao_Tarouca_capela
Altar_mor_S_Joao_Tarouca

Ao fundo, a capela-mor, com o teto da abóbada de berço coberta de frescos, e o altar-mor em talha dourada do séc. XVII. Nas paredes laterais, dois retábulos de S. Bento e S. Bernardo e quatro fantásticos painéis de azulejos do séc. XVIII representando a lenda associada à fundação do Mosteiro de S. JOÃO DE TAROUCA.

4.3 S. BERNARDO DE CLARAVAL

Tarouca_Bernardo_Claraval

No lado direto do transepto encontra-se o altar com a imagem de S. Bernardo de Claraval, o principal reformador da Ordem de Cister – cujos membros de clausura ficaram conhecidos por monges cistercienses ou monges brancos, por referência à cor do seus hábitos – e fundador da Abadia de Claraval, em França.
Ao lado, uma imagem da Senhora com o Menino, que se supõe do sé. XIV.

4.4 TÚMULO DE D. PEDRO AFONSO

Pedro_Afonso_Tarouca

No lado esquerdo do transepto, encontra-se o túmulo de D. Pedro Afonso, filho de D. Dinis, todo em granito, com a representação escultórica da figura do conde tendo um cão, aos pés; nas laterais, cenas de caça e o escudo de armas português.

4.5 SACRISTIA

S_Joao_Tarouca_sacristia
relicario_S_Joao_Tarouca
Relicario_Tarouca

A sacristia, adossada ao transepto, tem o teto decorado com frescos e as paredes revestidas a azulejos do séc. XVII, com a curiosidade de, excetuando as cercaduras, serem todos diferentes.
Entre outros, podem ser apreciados: 8 painéis, do séc. XVII, com pinturas a óleo representando fases da vida de S. Bernardo, sobre um paramenteiro, do séc. XVIII, em pau-santo; um belíssimo relicário do séc. XVIII, em pau-santo, com talha dourada e diversas relíquias sagradas.

4.6. RETÁBULOS DE GASPAR VAZ

Retabulo_S_João_Tarouca
S_Pedro_S_Joao_Tarouca

Nas naves laterais, encontram-se retábulos da autoria de Gaspar Vaz, pintor quinhentista da chamada escola de Viseu – discípulo de Grão Vasco – a quem é atribuído o conjunto de pinturas da Igreja de S. JOÃO DE TAROUCA, considerado o núcleo central da sua obra.
O discutido retábulo de S. Pedro, está exposto na nave direita.


S. JOÃO DE TAROUCA: Que Fazer

O concelho de Tarouca e o vale do Varosa, onde se integra S. JOÃO DE TAROUCA, possuem não apenas uma grande riqueza e diversidade paisagística como uma enorme riqueza e importância cultural e patrimonial.

1. VALE DO VAROSA

Projeto_Vale_Varosa
TAROUCA. Rotunda com o logotipo do Vale do Varosa

Vale do Varosa, é um projeto sob a égide da Direção Regional de Cultura do Norte e a gestão direta do Museu de Lamego, que visa criar um rede integrada de monumentos para fruição pública, tomando como base os mosteiros cistercienses de S. JOÃO DE TAROUCA e de Santa Maria de Salzedas e o convento franciscano de Santo António de Ferreirim, envolvendo os concelhos de Tarouca e Lamego, em articulação com o Douro Património da Humanidade.

2. SANTA MARIA DE SALZEDAS

Mosteiro_Salzedas

A apenas alguns quilómetros de distância do mosteiro de S. JOÃO DE TAROUCA, o mosteiro de Santa Maria de Salzedas é também um mosteiro masculino cisterciense do séc. XII.
Neste, o destaque vai para o cadeiral de pau-santo da capela-mor, da segunda metade do séc. XVIII; para a sacristia com mobiliário do séc. XVIII e alguns quadros alusivos à vida de S. Bernardo; e, para um novo e imponente claustro, também do séc. XVIII.
Do antigo conjunto desapareceram, após a extinção do mosteiro, as alas da hospedaria e os dormitórios, o refeitório, o celeiro, a farmácia, o jardim.

3. PONTE FORTIFICADA DE UCANHA

Ucanha_ponte

Do roteiro do “território histórico” do Vale do Varosa, no concelho de Tarouca, faz ainda parte a Ponte Fortificada de Ucanha, um conjunto monumental formado pela ponte medieval (séc. XII) e a torre fortificada (c. séc. XIV), na freguesia de Ucanha. Um exemplar único, classificado como Monumento Nacional.

No extremo da ponte, na margem direita do rio Varosa, foi construído um arco, com sua porta, e sobre ele, uma torre quadrangular fortificada, com três pisos, para armazenamento das portagens cobradas aos que entravam no arco seguindo a estrada romana que ligava a Lamego.

Outros tempos.
A portagem, essa, foi desviada para a A24.
Ali ao lado.

⇑ Topo

OUTRAS SUGESTÕES:
>> Arouca Geopark | Que Ver e Fazer
>> Passadiços do Paiva | Arouca Geopark
>> Regoufe | Drave | Gourim – Arouca/S. Pedro do Sul
>> Gaia: Ciclovia e Passadiço | Orla Marítima Gaia

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

Powered by WordPress.com.

EM CIMA ↑

%d bloggers like this: