Abu Simbel: Egito | Templos de Ramsés | Visitar Egito

ABU SIMBEL

ABU SIMBEL é o  nome de uma pequena vila núbia situada a cerca de 280 km a sudoeste de Assuão e a 40 km da fronteira do Egito com o Sudão, conhecida por ser o sítio arqueológico de dois magníficos templos escavados na rocha: Templo de Ramsés II e Templo de Nefertari.

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ABU SIMBEL
é Património Mundial da UNESCO sob a designação de Monumentos Núbios de Abu Simbel a Philae e a descrição de “área arqueológica notável com monumentos tão magníficos como os Templos de Ramsés II em Abu Simbel e o Santuário de Ísis, em Philae, que foram salvos das cheias do Nilo graças à Campanha Internacional lançada pela UNESCO, de 1960 a 1980.”

Templos de Abu Simbel
ABU SIMBEL: Templos de Ramsés II (à esq.) e de sua esposa Nefertari (à dir.)

Templo de Ramsés II, Abu Simbel

Templo de Nefertari
Templo de Ramsés II (foto acima) e Templo de Nefertari

Os Templos de ABU SIMBEL, dedicados a Ramsés II e à sua esposa predileta Nefertari (o mais pequeno), foram deslocados do seu sítio original várias dezenas de metros em consequência da construção da Barragem de Assuão e da formação do Lago Nasser.

Como mostraremos mais adiante, os Templos foram desmantelados em blocos mais pequenos e reconstruídos sob uma montanha artificial numa colina sobranceira ao Lago Nasser.


ABU SIMBEL: Templo de Ramsés II

Quando se chega é a quietude e beleza serena do Lago Nasser que fixa o nosso olhar e prende a nossa atenção.

Depois, a montanha artificial sobre a colina guarda e protege o tesouro admirável que é o Templo de Ramsés II,

escavado numa rocha de arenito, com uma imponente fachada trapezoidal assemelhando-se a um pilone, de 31 metros de altura e 35 metros de largura.

Na fachada, quatro estátuas gigantes de 20 metros de altura esculpidas na pedra nativa, representando o faraó Ramsés II sentado com a sua coroa dupla de unificação do Alto e do Baixo Egito, e a barba postiça real.
Ao lado e entre das pernas dos grandes colossos podem ver-se pequenas estátuas de familiares do faraó.

Abu Simbel, Templo Ramses II

Estátua partida de Ramsés II, Abu Simbel
ABU SIMBEL: Destroços da 2ª estátua de Ramsés II (tronco, cabeça e coroa), talvez resultantes de um terramoto, deixados tal como foram descobertos
Prisioneiros Núbios, Abu Simbel
ABU SIMBEL: entrada. Representação de uma coluna de prisioneiros Núbios
Porta Templo Ramses II, Abu Simbel
ABU SIMBEL: Na grande porta de entrada pode ver-se a chave com a forma da cruz egípcia representando a vida eterna. No nicho acima da entrada do Templo, Ramsés II oferece uma estatueta da deusa Maat a Re-Horus, deus solar. No friso superior uma inscrição com hieróglifos e, logo acima, pequenas estátuas de babuínos

O interior do templo, escavado na rocha, tem uma profundidade de 47 metros.
O primeiro grande salão, a Sala Hipostila, é famoso pelos extraordinários pilares com estátuas reias de 9 metros de altura esculpidos na rocha, que suportam um teto de cerca de 300m2.
A relativa escuridão provocada pela ausência de janelas e a imponência majestosa das estátuas reais sob um teto avassalador, parecem combinar-se numa atmosfera tal que não tem paralelo nos templos comuns e que “quase esmaga” o visitante.

O corredor prolonga-se atravessando outra sala hipostila de menores dimensões, tendo ao fundo o Santuário do Templo com o nicho das estátuas destinadas ao culto.

Templo Ramses II, Abu Simbel, Santuário
ABU SIMBEL, Santuário (da esq. para a dir): Ptah, Amon, Ramses II e Re-Horus. Sobre a pedra (em 1º plano) ficava a barca sagrada de Re-Horus

O diálogo entre luz e escuridão foi levado a um clímax dramático tal, que, duas vezes por ano, nos dias de solstício, os raios brilhantes do sol nascente atravessando todo o corredor iluminavam, por breves momentos, o lugar mais recôndito do Templo.
Um fenómeno planeado e rigoroso que fazia com que as divindades solares fossem intensamente iluminadas enquanto o deus da terra e das trevas, Ptah, poderia permanecer em quase total escuridão.


ABU SIMBEL: Templo de Nefertari

A pouco mais de 100 metros à direita do Templo de Ramsés II está o Templo de Nefertari. Ambos foram mandados construir pelo faraó, no séc. XIII a.C., que deste modo, quis também homenagear a principal de entre as suas principais esposas, dedicando-lhe um templo. O único do Antigo Egito dedicado à esposa de um faraó.

Templo de Nefertari, Abu SimbelAbu Simbel, templo de Nefertari, fachada

A fachada do templo está decorada com várias inscrições, seis estátuas de 10 metros de altura, quatro representado Ramsés II e duas Nefertari, e esculturas mais pequenas em representação dos seus filhos.

O interior, como é regra na generalidade dos templos egípcios, é também profusamente decorado.

Templo de Nefertari, Abu Simbel
ABU SIMBEL, Templo de Nefertari. Pormenor da decoração interior, com grafíti
Templo de Nefertari, Abu Simbel
TEMPLO DE NEFERTARI. Deuses Set (à esq.) e Horus (à dir.) abençoando Ramsés II
Templo de Nefertari, Abu Simbel
TEMPLO DE NEFERTARI: A Rainha oferecendo sistrums (designação latina de instrumentos musicais do Antigo Egito) à deusa Hathor (sentada)

NEFERTARI

Nefertari
NEFERTARI: Imagem da parede do túmulo (QV66), um dos maiores e mais ricamente decorados, no Vale das Rainhas

Nefertari foi rainha do Egito e a grande esposa real do faraó Ramsés II.
Era uma mulher de grande beleza, possuidora de sólida educação, com grande capacidade no trabalho diplomático.
A par de Cleópatra, Hatshepsut, Nefertiti, é uma das rainhas mais famosas do Egito.
Faleceu jovem, cerca dos 35 anos, com tuberculose.


ABU SIMBEL: Trasladação dos Templos

A construção da Grande Barragem de Assuão, fundamental à regulação das cheias anuais do Rio Nilo, à irrigação das terras e à produção de energia, ameaçava vários dos tesouros arqueológicos numa vasta região que seria submersa pela formação do grande Lago Nasser.

Abu Simbel, trabalho de transferência do templo

A tarefa de salvar os monumentos em risco mais de 3.000 anos depois da sua construção, adivinhava-se faraónica!
Um enorme desafio e um vultoso empreendimento levado a cabo com enorme sucesso por diversos países, sob supervisão da UNESCO.
Para nosso deleite e deslumbre das gerações futuras. Certamente tão espantadas como nós ante a dimensão dos colossos.

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