Postal de WASHINGTON

WASHINGTON, D.C.

Meus Amigos,
Da cidade mais mediática do planeta para a capital da potência do mundo, vai um pulinho. E uma diferença do outro mundo!
Aqui o edifício mais alto é o obelisco de homenagem a George Washington. Há incomensuravelmente menos trânsito e pessoas. Tudo parece sereno, discreto e organizado. E o monumento mais famoso é… a Casa Branca!
De tal modo que, quase sem querer (ou talvez não), descobri a Casa Branca antes mesmo do hotel onde repousaria da agitação de Nova York e da viagem até cá.
Espero que não zombem destas minhas prioridades porque afinal, vir a Washington e não visitar a Casa Branca é como ir a Roma e… não ver a Basílica. Que o Papa, por aqui, não se deixa ver!
Depois, a Casa Branca, é muito mais que a casa branca, é toda uma atração, toda uma ambiência, uma descoberta, uma crença, aguarela de uma só cor, que guarda vícios privados na diversidade dos matizes, exibindo públicas virtudes no branco universal. Um espécie de milagre que transmuda curiosos em crentes e lugares em sagrados. Um lugar, por isso, à prova de bala e de mácula, solidamente resguardado por homens e armas e uma aura protetora de imaculada brancura.
Washington é uma cidade nova, moderna, cuidada, tranquila, com uma arquitetura equilibrada, harmoniosa, com frequência, monumental. Elevando, em estátuas, presidentes à dimensão de faraós e, em colunas gregas, monumentos à condição de parthenons. Uma cidade do poder, pensada para o poder. Que exibe em permanência doses maciças de patriotismo americano. Que celebra grandiloquentemente os heróis da sua história: os que a fizeram, por direito; os que lhe acederam por inusitado e feliz acidente de percurso; os que lhe não escaparam por trágica circunstância do momento histórico. Perpetuados em monumentos, em estátuas, em memoriais de dimensões faraónicas. Que assim se constrói e reforça a unidade da nação e da pátria.
De tal modo que, por instantes, como num transe ou numa ameaça de fuga identitária, parece diluir-se em mim, sem remissão, o que em mim resta da identidade europeia. E, mesmo sendo certo que por si só um homem não faz um revolução, no êxtase da marcha que me transporta pela cidade, dou comigo na Grande Marcha de Washington, do Capitólio à histórica escadaria do memorial a Lincoln, de onde gritarei altissonante: “I Have a Dream”!
Um grito que alimente o sonho  e desperte o europeu que as saudades conservam em mim e o americano que a curiosidade há de despertar em vós.
Pelo que, partilho apontamentos e fotos de viagem em
O que ver O que fazer em WASHINGTON

Boas Viagens!

 

 

 

 

 

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