Lisboa | Roteiro de Viagem | Visitar Lisboa

Aqui e além em Lisboa – quando vamos 
Com pressa ou distraídos pelas ruas
Ao virar da esquina de súbito avistamos
Irisado o Tejo:
Então se tornam
Leve o nosso corpo e a alma alada.

Sophia de Mello Breyner Andresen (1994), Tejo, in Obra Poética, 2011

Diz-se de LISBOA que viveu muito tempo de costas voltadas para o Tejo!
Não terá passado de um arrufo de namorados que se querem demais!
Afinal, é o amor que torna leve o corpo e dá asas à alma!
E não há como resistir à sedutora beleza de ambos.

Do Parque das Nações à Torre de Belém, vamos percorrer os lugares de encontro do rio e da cidade que o rio toca com a delicada ternura de uma ondulação tímida e breve.

Esperam-nos flamingos, cegonhas, garças, gaivotas, alfaiates, maçaricos, gaivinas, garajaus, corvos, claro, que são símbolo da cidade, e, com sorte, tágides, ninfas e moiras encantadas!

É fácil chegar ao Parque que foi palco da Exposição Mundial de 1998.
Vindo do norte ou do sul, do aeroporto ou do centro da cidade.
O Parque das Nações possui boas acessibilidades e uma moderna estação intermodal onde confluem comboio, autocarro, táxi e metro.

O que ver em LISBOA

É uma das zonas mais modernas da capital, centro comercial, financeiro, de negócios, de serviços, com hotéis, restaurantes, bares e esplanadas, e diversos equipamentos de diversão e lazer.
Tem ainda para oferecer a quem visita, uma arquitetura moderna e variada e um dos maiores conjuntos escultóricos da cidade.

Saindo da Estação do Oriente, gare intermodal da autoria de Santiago Calatrava, em direção ao rio, deparámo-nos com duas enormes torres de habitação, S. Gabriel e S. Rafael, a ladear o centro comercial Vasco da Gama.

Logo após, o Pavilhão Atlântico/Altice Arena, com um curioso design que combina as formas de uma nave espacial e de um caranguejo e, ao lado, a Feira Internacional de Lisboa.

E, “de súbito avistamos irisado o Tejo“!
E é aqui que o corpo se nos torna leve e a alma vagueia longínqua pelo estuário magnífico. Sentámo-nos despreocupadamente a pintar com as cores do arco-íris a paisagem sublime que se oferece ao nosso olhar.

Depois, não resistimos à sedução e percorremos o Passeio das Tágides e o Jardim Garcia de Orta, em direção à Torre Vasco da Gama e à elegantíssima Ponte Vasco da Gama.

Regressamos pelos passeios junto e os passadiços sobre o rio, em direção à Marina Parque das Nações, no outro extremo. E, por entre árvores, fontes e jardins, visitamos o Pavilhão de Portugal, com a famosa pala em betão pré-esforçado da autoria de Siza Vieira, o Oceanário, da autoria de Peter Chermayeff, o Pavilhão do Conhecimento, o Teatro Camões.

Junto da Marina, do Teatro Camões e do Oceanário, o teleférico pode levar-nos de volta até próximo da Torre Vasco da Gama, proporcionando-nos uma vista diferente do rio, do Parque e da cidade.

Do Parque das Nações a Belém

Dirigindo-nos para sul, e optando por prosseguir a pé pela zona ribeirinha, teremos oportunidade de apreciar a velhinha

Doca do Poço do Bispo

e o que resta da arquitetura industrial de finais do séc. XIX e séc. XX desta zona oriental da cidade até Sta. Apolónia.

O que fazer em LISBOA

Utilizando as várias opções de transporte a partir da Estação do Oriente, até à estação ferroviária e o terminal de cruzeiros de Sta. Apolónia, podemos visitar o edifício da Alfândega, o Museu do Fado, o Bairro de Alfama a evoluir em cascata até à Sé Catedral. E, mais adiante, o Campo das Cebolas, a Casa dos Bicos, e a

Praça do Comércio

ou Terreiro do Paço, sala de visitas da cidade aberta ao rio, de bela arquitetura, com graciosas janelas e arcadas que abrigam o Café Martinho da Arcada frequentado por Fernando Pessoa, o imponente Arco da Rua Augusta e a altiva estátua equestre de D. José.

Do Cais das Colunas, podemos desfrutar de outra vista magnífica de 360º, sobre a cidade, as suas colinas, o Castelo de S. Jorge, a ponte suspensa sobre o rio, o Cristo-Rei, a margem oposta, talvez ao som de uma banda de ocasião a emoldurar o pôr do sol com as melodias de fim de tarde e as cores do lusco fusco.

Ao lado, a Estação Sul e Sueste, possibilita ligação fluvial à estação ferroviária do Barreiro.

O moderno passeio até ao Cais do Sodré permite-nos repousar descontraidamente nos socalcos ribeirinhos, numa esplanada ou num dos relvados em redor.

Desfrutar da street art que, no Largo do Cais do Sodré dá cor aos Dias do Desassossego na escrita de dois grandes escritores portugueses.

O renovado Mercado da Ribeira combinando tradição e modernidade, oferece-nos produtos e comércio tradicionais de par com modernos espaços, restaurantes, bares e esplanadas, excelentes opções gastronómicas e petiscos variados.

Podemos prosseguir, a pé

ou numa das várias opções de transporte a partir da Estação do Cais do Sodré: autocarro, metro, comboio da linha de Cascais, elétrico rápido até Belém e Algés. Sendo igualmente possível ligação fluvial à outra margem, para Cacilhas, Montijo ou Seixal.

Optamos pelo comboio saindo em Alcântara, que também possui uma oferta variada de bares, restaurantes e esplanadas nas Docas de Alcântara e de Sto Amaro, junto à Ponte 25 de Abril, ponte suspensa, rodoferroviária, que liga Lisboa a Almada.

Nas proximidades podemos visitar o Museu do Oriente e o Museu Nacional de Arte Antiga.

A vista do Tejo e da cidade até Belém é também magnífica, pelo que faremos a pé todo o passeio ribeirinho.

Pelo caminho podemos visitar o MAAT – Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia, o Museu dos Coches, o Padrão dos Descobrimentos, o Museu de Arte Popular, o Centro Cultural de Belém, o Museu da Marinha, o Planetário Calouste Gulbenkian, o Mosteiro dos Jerónimos e a Torre de Belém, ambos Património Mundial pela UNESCO.

E, logo adiante, o Monumento aos Combatentes do Ultramar, a Fundação Champallimaud e a Doca de Pedrouços.
Daqui, podemos contemplar o rio a encaminhar-se para o Atlântico na foz do retorno de cíclicas marés que que nos enchem de vontade de voltar.

Partilhamos com Lisboa, menina e moça, a graça dos lugares de encontro com o Tejo, que ganham luz, brilho e cor nos versos inspirados de Ary dos Santos e na voz saudosa do Fado, a canção urbana de Lisboa, declarado pela UNESCO Património Cultural Imaterial da Humanidade.

E, dos encantos de LISBOA, partimos à descoberta de

O que ver O que fazer no PORTO

a capital do norte do país, “Melhor Destino Europeu” em 2012, 2014 e 2017, que não deixará também de nos encantar.

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