Mdina: Malta | Que ver Que fazer | Visitar Mdina

“Cidade Velha”, “Cidade Nobre”, “Cidade Silenciosa”, ou os nomes que se atribuem a MDINA, uma pequena cidade com uma história longa de séculos, situada sobre uma colina no centro-oeste da ilha de Malta.
Cercada de muralhas, foi capital do país até 1570, e é considerada um modelo de conservação e preservação de cidades medievais e um exemplo notável de mistura da arquitetura medieval e barroca.

Com uma área de 2,5km2, para pouco mais de 250 habitantes, maioritariamente descendentes da aristocracia normanda, siciliana e espanhola, a primitiva cidade fenícia, que atingiu o seu apogeu durante o domínio do império romano, veria as suas muralhas encurtadas pelos árabes, que separaram MDINA de Rabat, à época subúrbio de MDINA, onde viviam os que, pela sua condição, não “cabiam” dentro do perímetro da cidade fortificada.

Portas da Cidade

As portas da cidade, cenário de várias produções cinematográficas, transportam-nos para um tempo diferente e um espaço recheado de memórias bem vivas nas ruelas e calçadas estreitas e labirínticas, nas paredes ocre de basalto, na harmoniosa paleta cromática das portas, janelas e varandas, na bela arquitetura dos edifícios exemplarmente conservados.

Tudo isto e o mais que iremos descobrir, fazem de MDINA um verdadeiro museu ao ar livre. Uma cidade que não dispensa a nossa visita.

Nas ruelas que recortam a cidade medieval, podemos admirar a elegância dos elementos decorativos, as trepadeiras, os candeeiros, as sacadas de portas e janelas, as fechaduras e puchadores, as portadas de madeira, as varandas, a aguarela de cores concordantes.

Uma rede de vasos comunicantes que nos conduzem até às praças, da Mesquita, de S. Paulo, do Arcebispo, do Bastião, ou à Triq Villegaignon, onde encontramos os principais monumentos e palácios.

Torre dello Standardo, junto à entrada principal, que funcionou como centro de comunicações com o resto da ilha, onde está instalado o Posto de Turismo.

Pallazzo Vilhena, construído no edifício da antiga universidade reconvertido em palácio de verão do Grão-Mestre.

Museu Nacional de História Natural, nas instalações do Palácio Vilhena, que serviu de hospital e quartel, e em cujos subterrâneos, se podem visitar as antigas masmorras e instrumentos de tortura originais.

Torre e Palácio foram parte de um projeto de reconstrução da entrada monumental de MDINA, em estilo barroco, iniciativa do nobre português António Manoel de Vilhena, que igualmente mencionamos em

VALETA Que ver  Que fazer

St Paul´s Cathedral

com dois relógios discordantes: um dá a hora certa, o outro a hora errada!
Não por acaso… o propósito é baralhar o demónio!

Sé Catedral de S. Paulo, do séc. XVII, que nos primórdios do séc. XIX passou a partilhar o estatuto de sé principal de Malta, com a Co-Catedral de S. João, em Valeta.

Foi reconstruída após o terramoto de 1693, apresentando uma fachada mais atraente e menos austera e uma decoração interior rica mas menos exuberante, que a sua congénere de Valeta. Exibe chão de mármore colorido, sumptuosos monumentos funerários, altares e capelas, belíssimas pinturas nos tetos e abóbodas, e um fresco na cúpula retratando o náufrágio de S. Paulo ao largo de Malta.

Cathedral Museum

Museu da Catedral, originalmente um seminário, possui ricas coleções de arte sacra, de manuscritos de música, gravuras de Rembrandt e xilogravuras de Albrecht Durer, arquivos da Inquisição, arte romana, pintura, moedas raras.
A fachada, belíssima, é considerada uma jóia do barroco, na cidade.

Num dos bastiões da muralha, à direita, na Triq Is Sur, o

Pallazzo de Piro

Palácio que é uma extensão do Museu da Catedral, um centro cultural multifuncional, onde ao longo do ano são organizados espetáculos de teatro ao ar livre, concertos, exposições de arte, seminários, funcionando também como café, bar e restaurante, com serviço de banquetes, receções, conferências.

Na rua Villegaignon, o

Palazzo Sta Sophia

Palácio de Sta Sofia, funcionou como escola de freiras, sendo propriedade privada e monumento nacional, gerido por uma fundação. São percetíveis as diferenças entre os seus dois pisos. O piso térreo, de arquitetura normanda, data de 1233, sendo considerado o mais antigo da cidade, sobrevivente do terramoto. O piso superior é de construção muito mais recente, final da década de 30 do séc. XX.

Igreja da Anunciação de Nossa Senhora

igreja carmelita, que serviu como igreja paroquial e catedral até à conclusão da recuperação da catedral de S. Paulo, em 1702, parcialmente destruída com o terramoto, como muitos outros edifícios medievais importantes da cidade.

Pallazzo Falson

Palácio do séc. XIII, de bela fachada, considerado o segundo edifício mais antigo de MDINA, funcionando como Casa-Museu, aberto ao público. Uma oportunidade para um passeio pela história do modo de vida da nobreza e da cidade medieval.

No extremo da rua, a

Bastion Square

sede do Festival Medieval de MDINA, um evento que se realiza anualmente, em Abril. Ao longo de dois dias, nas ruas e praças da cidade, recriam-se os tempos medievais da história áurea de MDINA, com desfiles, duelos de espadas, tiro com arco, mercado de escravos, pregoeiros, tabernas, espetáculos de magia, falcoaria, música ao vivo.

No extremo oposto, na praça da Mesquita, junto à Porta Grega, podemos ainda apreciar um espetáculo audiovisual – The MDINA Experience, que nos conta toda a história da cidade.

Outro espetáculo imperdível, que as praças e os vários torreões das muralhas nos oferecem, é o das vistas deslumbrantes em redor da ilha,

na direção de Valeta, que vislumbramos ao longe, e de Rabat, aos nossos pés, sempre com o azul magnífico do Mediterrâneo em fundo.

RABAT

O Jardim Howard, fronteiro ao fosso principal da muralha, une, mais que separa, as vizinhas MDINA e Rabat.

O antigo subúrbio de MDINA, tem hoje uma área superior a 26km2 e uma população de cerca de 11.500 habitantes.
S. Paulo, padroeiro da cidade, terá permanecido em Rabat durante três meses, após o naufrágio ao largo da ilha. Não admira, por isso, que muitos dos pontos turísticos e de maior interesse da cidade, estejam associados à sua profunda tradição religiosa:

– a Igreja de S. Paulo, do séc. XVI, construída sobre a Gruta de S. Paulo;
– as Catacumbas de S. Paulo, que serviram de abrigo durante a II Guerra Mundial;
– o Museu Wignacourt, ligado à Gruta e às Catacumbas;
– o Palácio Verdalla, residência de verão do Presidente de Malta, próximo dos Jardins Busketts.

MARSAXLOKK À VISTA

Do alto da colina, espraiando a vista para sul, tentamos vislumbrar  Marsaxlokk, a nossa próxima paragem, uma aldeia de pescadores com muitos atrativos para partilhar.

… Enquanto vamos percorrendo o Roteiro de MALTA .

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