Gozo: Malta | Que ver Que fazer | Visitar Gozo

A ameaça era real.

Havia uma sombra premonitória que se insinuava sobre Azure Window, Janela Dwejra ou Janela Azul.
Os avisos reiterados não foram suficientes para evitar que o peso da incúria dos homens e a fúria dos elementos naturais fizesse desabar inexoravelmente o arco da janela através da qual olhávamos o mundo de outra maneira.

Estas imagens não serão mais possíveis.
Apenas a memória, o imaginário, o mito, a lenda…

… e GOZO está mergulhada num fecundo imaginário de mito e lenda.

A segunda maior ilha do arquipélago de Malta, é associada à lendária ilha de Calipso descrita na Odisseia, de Homero, que narra a longa história do regresso de Ulisses a Ítaca, dez anos depois de partir para Tróia. Herói da guerra ganha pelos gregos através do estratagema do enorme cavalo de madeira, Ulisses regressava a casa e aos braços de Penélope, a esposa que fielmente o esperava, quando foi vítima de um naufrágio ao largo da ilha, que o fez refém da bela ninfa que o acolheu e aprisionou durante sete longos anos.

A Calipso´s Cave, a caverna de Calipso na baía de Ramla, na costa norte de GOZO, permanece como testemunho a olhar a lenda por dentro e a proporcionar deslumbrantes vistas em redor.

As três ilhas habitadas, Malta, GOZO e a pequena Comino, entre ambas, convivem numa proximidade complementar e fraterna. Malta, maior, mais urbana, centro cultural, comercial, administrativo. GOZO, mais rural, predominando atividades ligadas à agricultura, à pesca, ao artesanato e ao turismo. Comino, a menor das três, possui um hotel, sendo praticamente desabitada.
No total, são mais de 400.000 habitantes, num território de 316km2.
Fácil de percorrer dada a eficiente rede de transportes.

Do aeroporto de Luqa ao terminal de Cirkewwa, na ilha de Malta, são cerca de 35min., de autocarro. E deste para o terminal de GOZO, mais 25min., de ferry.

A travessia é um deleite para os nossos sentidos. Céu, terra e mar parecem conjugar-se numa harmonia serena, uma paz tranquila, feita de ar puro, aromas intensos e cores magníficas.

Sensivelmente a meio caminho, à nossa direita, a ilha de Comino,

com 2km2, protegida na sua pequenez árida e ocre pelas ilhas maiores, e rodeada de águas de um azul maravilhoso que fazem de Blue Lagoon, a Lagoa Azul, um pequeno paraíso para veraneantes e turistas.
Atenta e vigilante, a recuperada e elegante St. Mary’s Tower, do início do séc. XVII, Torre que foi bastião usado pelas forças armadas do país até ao princípio deste século, e cenário escolhido para uma prisão no filme O Conde de Monte Cristo, de Jim Caviezel.

Terminal de GOZO/Porto de Mgarr

No cimo, sobre a baía e porto de Mgarr, a igreja de

Holy Mother Lurdskaya

A partir do terminal de GOZO é possível percorrer a ilha de autocarro, com o mesmo bilhete, válido por duas horas para diferentes trajetos, como referimos em
Que ver Que fazer em VALETA, Malta .

GOZO, tem uma área de 67km2, cerca de 37.300 habitantes, e muitos traços comuns com a ilha principal. Contudo, preserva uma identidade caracterizada por ser menos urbana, mais agrícola, mais verde, mais tranquila, e um paraíso para os mergulhadores.
Aqui, todas as estradas levam a Victoria, a principal cidade no centro da ilha, coração da sua atividade diária.

Para lá do símbolo da influência britânica e victoriana, o belo jardim

exibe, entre árvores e flores coloridas, um monumento em bronze, em memória de um dos maiores escritores e poetas de GOZO, Gorg Pisani, nascido em Victoria, em 1909.

No coração de Victoria, situada sobre uma colina visível de praticamente toda a ilha, a imponente

Cittadella

a primitiva cidade fortificada, onde se destaca a Catedral da Assunção, famosa pela notável pintura trompe l’oeil no seu teto, fingindo uma cúpula que nunca foi construída.

No interior da cidade velha, podemos ainda apreciar a sua típica arquitetura medieval e barroca e os museus de Ciência Natural e de Arqueologia de GOZO.

Ggantija, templo megalítico datado de 3.600 a 3.200 a.C., um dos três sítios de Malta a que foi atribuída a distinção de Património Mundial pela Unesco, fica a meio caminho entre Victoria e Ramla, onde, como vimos, se situa a Caverna de Calipso.
Ggantija, em maltês, “gigante”, foi o nome atribuído pelos habitantes que, dadas as suas dimensões, pensavam que o templo tivesse sido obra de gigantes.

Pela nossa parte, agigantámo-nos na tarefa de partilhar uma experiência de viagem inolvidável a uma ilha, a um arquipélago, a um país, fantásticos.

Como atesta a nossa vontade de voltar, enquanto vamos descobrindo mais sobre  O que ver O que fazer em MALTA

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