INGLATERRA – Uma Viagem Improvável

A Improvável Viagem de Harold Fry

Uma viagem é sempre um acontecimento que aguardamos com um misto de excitação pueril e (a)crescida responsabilidade. Combinando as duas na dose certa, é mesmo possível começar a viajar muito antes da própria viagem, pois que, todo o ritual da preparação é já uma forma de viajar, por fora, dentro da viagem.

Mas, nem sempre é possível preparar todas as nossas viagens com a antecedência e os detalhes que desejaríamos. Quando nos surge uma oportunidade daquelas que não se podem perder de maneira nenhuma, ala-que-se-faz-tarde, lá vai tudo em debandada, para uma aventura tão inesperada quanto improvável. Algo com elevada probabilidade de nos ter acontecido e enorme potencial para poder acontecer.

Do terreno das probabilidades e das hipóteses para o campo da imaginação, pode ir a distância de um romance. Imaginemos então que, não temos qualquer viagem programada; que não nos surgiu qualquer oportunidade daquelas a não perder; e que, um dia, sem que tal alguma vez nos tenha passado pela cabeça, ao encontrar os Correios encerrados, decidimos entregar, em mão, ao destinatário, a carta que não pudemos registar.

Improvável? Provavelmente.

Mas possível, como todas as viagens que fazemos através dos livros… como a deste livro, que valeu à sua autora o National Book Ward para primeira obra,

Porto Editora

Uma viagem longa de mil quilómetros, entre Kingsbrige, a sul, e Berwick-upon-Avon, no norte, de Inglaterra. Destino: hospital onde convalesce de doença grave, Qeenie, a destinatária da carta, amiga e ex-colega de trabalho de Harold Fry, o herói (improvável) desta viagem fantástica recheada de peripécias, de esperança e desencanto, ao longo de 87 dias tão luminosos quanto sombrios.

Uma trama romanesca construída sobre caminhos nunca dantes caminhados e trilhos que todos percorremos entre a quietude da indiferença e o sobressalto do paroxismo. Um romance envolvente, que nos reserva uma surpresa bem guardada, não nos poupa à inevitabilidade da morte e nos desafia à reflexão redentora sobre o que é estar vivo.

A Improvável Viagem de Harold Fry, de Rachel Joyce

Eis o desafio, para uma viagem improvável através de A Improvável Viagem de Harold Fry, de Rachel Joyce.

Pés ao caminho!
Boa viagem.

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